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Assim disse o diretor do Foro Econômico Mundial (WEF), Klaus Schwab, considerando um acerto ter escolhido Cartagena como sede da versão latino-americana deste evento e afirmando que a Colômbia poderia ser uma das histórias mais desconhecidas e interessantes sobre a transformação política e econômica de um país.
Emilio Lozoya, diretor do WEF para América Latina; Klaus Schwab, diretor do WEF e Álvaro Uribe Vélez, Presidente da Colômbia. Foto: WEF Colômbia
Durante este encontro de negócios realizado em Cartagena, do qual participaram mais de 550 líderes, entre Chefes de Estado e de Governo, presidentes de multinacionais e de companhias nacionais e estrangeiras, Klaus Schwab descreveu a Colômbia como o "novo campeão da região", por sua transformação econômica e social.
O executivo destacou o sucesso das políticas econômicas da Colômbia e recordou o mais recente relatório do Banco Mundial que localiza o país como um dos destinos mais atrativos da América do Sul para o investimento estrangeiro.
"Colômbia é o novo campeão da região", Klaus Schwab, diretor do Foro Econômico Mundial.
Além do mais, destacou o sucesso das políticas em matéria de segurança e agregou "Eu creio que há algo muito importante. Disso não há dúvida: é a política de segurança democrática que transformou profundamente a Colômbia".
O professor Schwab expressou, em nome dos membros do Foro Econômico Mundial, seu interesse no futuro da Colômbia e nos resultados deste encontro para a geração de negócios e agradeceu ao Ministério de Comércio, Indústria e Turismo, bem como a Proexport, pelo que denominou "uma excelente organização e um compromisso permanente com o evento".
"A maior riqueza da Colômbia é seu capital humano", Joseph Sigelman, presidente de Petro Tiger.
Durante o Foro se destacou a necessidade de se implementar estratégias para melhorar a competitividade, inovar em tecnologias limpas e procurar mecanismos para promover o comércio regional e internacional.
A análise da região e de suas perspectivas para os negócios, num cenário de relativa estabilidade econômica e fortalecimento institucional, é de uma oportunidade para promover o investimento estrangeiro, fortalecer a boa imagem dos países e conhecer os avanços que a América Latina fez na aplicação de políticas macroeconômicas.
O presidente da Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI), Luis Carlos Villegas, destacou que os avanços em matéria de segurança e ordem pública, bem como as políticas de estabilidade econômica, permitiram que o país se encontrasse entre os mais atrativos da região.
Colômbia ganhou quatro postos no ranking de interconexão mundial. Foto: WEF Colômbia
A Colômbia ganhou quatro postos no ranking de interconexão mundial publicado pelo WEF.
Com relação à América Latina, a Colômbia conseguiu subir três décimas desde a primeira medição em 2002, superando a importantes países da região como Brasil, Argentina e México.
Este relatório avalia a contribuição das Tecnologias da Informação e das Comunicações (TIC) à sustentabilidade das economias e mede o grau de preparação dos países no uso efetivo destas tecnologias em três aspectos: os negócios em general, o meio regulatório e a infraestrutura para o desenvolvimento das TIC’s.
O presidente de SabMiller, Graham Mackay, convidou aos governos de América Latina a investir mais em infraestrutura, competitividade interna e bem-estar social, como alternativa para fortalecer a integração entre o setor público e a empresa privada.
Durante sua intervenção na abertura do Foro Econômico Mundial para América Latina, Mackay sugeriu aos países a trabalhar nesses aspectos que denominou como "obstáculos" para a competitividade.
"América Latina é hoje um continente superior, devido ao rápido crescimento da economia e ao desenvolvimento social", Klaus Schwab.
"O maior obstáculo é a infraestrutura. Mas também há outras barreiras não fiscais que têm a ver com as distorções e as intervenções dos governos", disse. Assegurou também que é necessário dar maior prioridade aos temas internos como um complemento dos acordos internacionais de comércio.
Klaus Schwab, por sua vez, indicou que a América Latina é hoje um continente "superior", devido ao rápido crescimento da economia e ao desenvolvimento social. "A América Latina provavelmente terá uma recuperação econômica e será uma melhora rápida. Naturalmente, ainda há muitos desafios e vamos dedicar tempo suficiente às conversas relacionadas com estes desafios", manifestou.
O ministro de Comércio, Indústria e Turismo, Luis Guillermo Plata, manifestou sua satisfação pela forma como a Colômbia respondeu a este compromisso internacional que, em seu conceito, é o mais importante de 2010, e disse que o melhor legado que fica ao país é ter colocado a Colômbia no radar dos investidores, do turismo e dos negócios do mundo.
Da mesma maneira que o Presidente Uribe, o Ministro Plata chamou os investidores ao país e lhes confirmou as garantias que o Estado oferece aos estrangeiros. "Nós realmente apostamos nisto (na confiança inversora) para que a Colômbia realmente ofereça confiança aos investidores e a segurança de que ser um bom lugar para fazer negócios", concluiu.
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