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O Vale do Cauca é uma terra fértil para a cultura e a arte. Esse estado tem numerosos museus e casas culturais que exibem obras tanto de artistas e literatos colombianos como de outros do mundo inteiro. Além de Cali, sua capital, há outros municípios como Roldanillo, Sevilla e Calima onde também é possível mergulhar no mundo da cultura.
Santiago de Cali é excelente tanto em sua infra-estrutura quanto em sua oferta cultural, representadas em museus de diversas temáticas. É possível começar por conhecer o Museu de Arte Colonial Religioso, que reúne e expõe obras temporárias de objetos religiosos do catolicismo, de temas que giram ao redor do seus artistas, como também sobre San Pedro, o bairro onde está localizado.
Outro museu muito interessante por sua arquitetura, atividades e exposições é o Museu de Arte Moderna a Tertulia, que possui mais de 300 peças de artistas do mundo inteiro, distribuídas em suas cinco salas de exibições. Além disto, conta com um teatro ao ar livre e uma fachada que une a modernidade ao antigo. A oeste da cidade, perto do rio Cali e do Gato del Río, encontra-se a escultura do falecido artista da cidade de Pereira Hernando Tejada.
O Museu Arqueológico La Merced está rodeado de várias edificações de arquitetura colonial e republicana.
No centro histórico de Cali está o Museu Arqueológico La Merced, rodeado por várias edificações de arquitetura colonial e republicana. Declarado Monumento Nacional, o museu tem seis salas de exposição permanente e uma para as temporárias. Além de hospedar peças de cerâmica e de ouro correspondentes às culturas pré-hispânicas a sudoeste do país, oferece cursos, oficinas e exibições de peças audiovisuais a seus visitantes.
Outros museus para conhecer são o Arqueológico Julio César Cubillos, o Religioso e Colonial de São Francisco, o de Ciências Naturais Federico Carlos Lehmann e o Etnográfico Lilí no Km 2 via Jamundí.
Ao norte do Vale do Cauca se encontra o Museu Rayo de Desenho e Gravura Latinoamericana, fundado pelo artista Omar Rayo, nascido no mesmo município. O artista o inaugurou em 1981 como uma homenagem à sua terra natal e doou-lhe duas mil de suas obras gráficas, para sua exposição permanente.
As peças do mestre Rayo são acompanhadas por mais de 500 outras de artistas de diferentes partes da América Latina, como Lucy Tejada, Eduardo Ramírez Villamizar, Juan Gómez Quiroz, Rufino Tamayo, Roberto Matta e Rodolfo Abularach, entre muitos outros.
O Museu Rayo possui mais de 2 mil gravuras de Omar Rayo e obras ao redor de 500 artistas latino-americanos.
O museu também realiza vinte exposições temporárias durante o ano e vários eventos literários, musicais e cinematográficos. Destaca-se a colaboração que o centro cultural faz à pesquisa, à divulgação e às oficinas realizadas para a capacitação artística, especialmente no campo da gravura.
O museu conta com três salas de exposição, uma biblioteca, um auditório e um teatro para eventos ao ar livre, além de uma loja com lembranças do museu. Em sua construção participou o arquiteto mexicano Leopoldo Gout, cujo desenho tornou o museu uma referência e uma atração arquitetônica para os turistas
Ao lado deste museu se criou o Museu de Arte Vial, que consiste numa exposição de vinte pinturas sobre lâminas de metal expostas em ambos lados da entrada de Roldanillo e que se integram à paisagem da região.
Museu Arqueológico Calima Darién, no centro do Vale do Cauca, se ufana de ter uma série de peças coletadas com grande rigor científico e que revelam parte da história e do estilo de vida dos indígenas que se assentaram na zona em tempos pré-hispânicos. Trata-se de um passeio fascinante por 10.000 anos de história.
A área ocupada pelo museu foi o lar da cultura Calima, que por sua vez teve várias sociedades, diferenciadas segundo a cronologia e as variações de sua arte. Estas foram a Ilama, a Yotoco, a Sonso e a Malagana.
A área ocupada pelo museu foi o lar da cultura pré-hispânica Calima.
Dada a raridade dos elementos em exibição, o museu se tornou um lugar vital para a pesquisa das culturas que o criaram, por parte de vários arqueólogos. Este trabalho foi fundamental já que historicamente, o sudoeste colombiano foi foco de atenção dos guaqueros ou caça tesouros que se apropriaram de maneira clandestina desses antigos tesouros.
A exposição é complementada por projeções de vídeos, conferências e oficinas, e eventos no teatro do museu.
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